“A prioridade na minha vida agora não é… Tá, é ter um namorado”.

E só com essa frase todo um choro guardado a sete chaves transborda e eu começo a falar sozinha, olhando para o espelho. 

A prioridade na minha vida agora é ter um namorado. Pra provar que aquilo que eu chamei de namoro por oito meses não era um relacionamento e sim uma doença. Porque alguém tão ciumento, tão possessivo, tão arrogante não pode gostar de alguém. 

Eu quero alguém do meu lado pra me dar estabilidade. Pra mandar sms sem me preocupar se a namorada está do lado (olha o que você faz comigo, carioca…), pra me abraçar forte quando eu estiver prestes a desmoronar.

Eu quero alguém comigo porque não aguento mais a mesma ladainha de ‘oi, o que você faz? Você mora onde? Quais filmes você gosta? E de música? Nossa, também já li esse livro’. 

Quero não ter que beijar várias bocas até achar uma que se encaixe na minha.

Quero alguém com quem eu possa conversar. Alguém que saiba formar frases e que tenha informação pra trocar. Chega de small talk, chega de conversas de elevador.

É ok por um tempo. É divertido até, flertar e pensar em perguntas esquisitas para parecer uma menina legal.

Eu não sou legal. 

Eu sou sem frescura, sem mimimi, sem religião, sem paciência, com problemas, com um histórico de medo de compromisso, sem preconceitos e metida a politizada. ‘Legal’ passa longe de mim.

Mas eu até que sou ajeitadinha. 

O problema de one night stand é que vocês não se conhecem direito.
Então fica aquelas. eu gostei, ele disse que gostou. Eu não grudei, não liguei, não falei pra sair de novo. 
Não falamos em sair de novo, não falamos sobre futuro. Aliás, não falamos.
E mesmo assim, estou aqui, fazendo joguinhos que eu não gosto.
“Espera mais um dia, Carol. não, amanhã não. na quarta e só na quarta. não manda sms, não entra no chat do Facebook”.
Pra quê? Precisa de tudo isso pra eu dizer que olha, foi uma ótima noite e eu quero repetir assim que possível. Dessa vez, na minha casa. Com Heineken e não Itaipava. Um beijo.

O problema de one night stand é que vocês não se conhecem direito.

Então fica aquelas. eu gostei, ele disse que gostou. Eu não grudei, não liguei, não falei pra sair de novo. 

Não falamos em sair de novo, não falamos sobre futuro. Aliás, não falamos.

E mesmo assim, estou aqui, fazendo joguinhos que eu não gosto.

“Espera mais um dia, Carol. não, amanhã não. na quarta e só na quarta. não manda sms, não entra no chat do Facebook”.

Pra quê? Precisa de tudo isso pra eu dizer que olha, foi uma ótima noite e eu quero repetir assim que possível. Dessa vez, na minha casa. Com Heineken e não Itaipava. Um beijo.

A ironia faz parte do percurso. Faz um tempo que eu venho reclamando sobre a ‘meninice’ dos homens que aparecem na minha vida. Com eles, basta eu dizer qualquer coisa que pareça meiga para que eles grudem em mim para sempre.
É mensagem no celular no meio da madrugada, é email que termina com ‘eu sempre sinto saudades de você’, olhares feios na faculdade quando eu não converso com eles. Tudo porque eles ficaram afim e eu não.
Tá, foi um beijo. Tá, foi um amasso além dos limites. Tá, foi sexo. Mas foi só isso. Só um passatempo que pra você significou coisa que pra mim não.
E agora a ironia vem e me cumprimenta com dois beijinhos na bochecha. Porque como eu já disse, eu tenho crush em todos os homens que eu conheço. E conheci esse cara que é aquilo que eu sempre quis e nunca havia encontrado.
E aí saímos, ficamos e na noite seguinte, onde a Carol dormiu? Carol dormiu na casa dele, é claro.
Estou fazendo o papel que me cabe e estou sendo a menininha. Porque eu gostei, porque eu quero mais, porque eu quero tê-lo na minha vida como amigo, porque eu acho que ele pode me ensinar muitas coisas, porque eu fui elogiada. Porque eu quero e só por isso as coisas ficam mais difíceis.
Porque a ironia sempre faz parte.

A ironia faz parte do percurso. Faz um tempo que eu venho reclamando sobre a ‘meninice’ dos homens que aparecem na minha vida. Com eles, basta eu dizer qualquer coisa que pareça meiga para que eles grudem em mim para sempre.

É mensagem no celular no meio da madrugada, é email que termina com ‘eu sempre sinto saudades de você’, olhares feios na faculdade quando eu não converso com eles. Tudo porque eles ficaram afim e eu não.

Tá, foi um beijo. Tá, foi um amasso além dos limites. Tá, foi sexo. Mas foi só isso. Só um passatempo que pra você significou coisa que pra mim não.

E agora a ironia vem e me cumprimenta com dois beijinhos na bochecha. Porque como eu já disse, eu tenho crush em todos os homens que eu conheço. E conheci esse cara que é aquilo que eu sempre quis e nunca havia encontrado.

E aí saímos, ficamos e na noite seguinte, onde a Carol dormiu? Carol dormiu na casa dele, é claro.

Estou fazendo o papel que me cabe e estou sendo a menininha. Porque eu gostei, porque eu quero mais, porque eu quero tê-lo na minha vida como amigo, porque eu acho que ele pode me ensinar muitas coisas, porque eu fui elogiada. Porque eu quero e só por isso as coisas ficam mais difíceis.

Porque a ironia sempre faz parte.

 
It feels like a dream. I really love sunny days – not a big fan of the hot weather, but I do like the Sun.
Seems like summer time and my thoughts are taken away by all the wonderful possibilities I have ahead of me.
I wish I could spend days like these at the park, having a pic nic with my friends, sitting in the grass or laying down the tablecloth.
I wish I lived  inside of some Sophia Coppola’s movie. I’d play some Kristen Dunst role and have a cute handsome best male friend, who’d be in love with me and i’d be in love with him.
That’s why I dig sunny days. Because you can dream and anything sounds possible.

 It’s times like these 
 you learn to live again
It’s times like these
Time and time again

It feels like a dream. I really love sunny days – not a big fan of the hot weather, but I do like the Sun.

Seems like summer time and my thoughts are taken away by all the wonderful possibilities I have ahead of me.

I wish I could spend days like these at the park, having a pic nic with my friends, sitting in the grass or laying down the tablecloth.

I wish I lived  inside of some Sophia Coppola’s movie. I’d play some Kristen Dunst role and have a cute handsome best male friend, who’d be in love with me and i’d be in love with him.

That’s why I dig sunny days. Because you can dream and anything sounds possible.

 It’s times like these 

 you learn to live again

It’s times like these

Time and time again

o tempo enfim curou tudo

há um mês eu achava que nada disso seria possível. imagina! eu, feliz? rindo de novo? tendo amigos de novo?. há um mês, eu achei, de novo, que a minha vida se resumia àquilo, àquela repetição. que eu seria sozinha, sem amigos, sem confiança nenhuma e tendo cinco gatos atrás de mim.

hoje a minha segurança, minha auto-estima, minha alegria está evidente. e isso é ótimo. minha vida vai, aos poucos, voltando aos eixos. estou construindo, pedacinho por pedacinho, tudo aquilo que me tiraram e que eu deixei que levassem.

é complicado, ainda acho estranho não ter o que fazer todas as noites, mas isso também é bom. porque eu descubro as coisas que eu gosto de fazer. redescubro como é bom ficar sozinha ouvindo música. como é bom entrar no msn e conversar sobre amores, amizade, marcar cervejas que não serão nunca tomadas. 

aliás! cervejas! como é bom abrir uma stella às 17:30 de uma quarta feira e ir assistir almodóvar! 

enquanto eu estou aqui, vivendo a minha vida tranquila e sendo feliz, você está aí, provando pra meio mundo que é feliz.

vale a pena?

enquanto eu estou sendo quem eu sou - passei por todas as fases. eu chorei, neguei, aceitei e agora estou bem -, você está fazendo papel de bobo.

isso mostra como somos diferentes e como sofremos pra levar adiante algo que não valia a pena.

c’est la vie. 

Vazio

Há um vazio dentro de mim, que me faz achar o mundo feio e as pessoas egoístas.
Eu sei que não é assim. Mas o vazio chega a ser físico: eu posso sentir essa falta dentro do peito, corroendo tudo que ainda vive em mim.
Eu sei, não é bonito falar isso. Mas essa falta faz falta. Machuca.
Essa melancolia, essa nostalgia de algo não vivido.
Eu sei, eu não sou assim.
Hoje eu só queria preencher. De carinho, de abraços, de palavras bonitas. De música, cerveja, por do sol e simpatia.
Eu só queria preencher esse vazio que corrói.

o meu ruivo favorito

O ano era 2005 e a nossa turma era grande. Eu era a que usava all star cano alto e você era o ruivo inteligente. Eu era a que tinha as unhas sempre pretas e você era quem me ensinava matemática. E física. E química.

Éramos os amigos que ouviam System of a Down nas aulas de química enquanto batucávamos com o lápis na carteira.

Eu gostava de você. Você não sabia.

A nossa turma grande sabia que eu gostava de você. Mas éramos tão crianças… Você não podia descobrir, era proibido. Então sobrava pra melhor amiga me ouvir falar do-ruivo-que-me-ensina-exatas-e-que-escuta-música-comigo. E ela ouvia.

E teve aquele show que nós fomos. E você foi sentado ao meu lado a viagem toda. E, criança que eu era, gostava de sentir sua perna encostada na minha. Lembro que você quis comer hot dog e lá fomos nós, subir aquela escada do estádio até dar de cara com o fotógrafo da Capricho. Aparecemos na revista, veja só você.

Até que o meu ano perfeito, o ano para qual eu sempre vou voltar – se é que um dia eu já consegui deixá-lo ir – acabou. E isso significou numa mudança drástica pra mim. Porque toda aquela turma grande evaporou. E você se mudou não só de escola, como de estado!

E lá se vai o meu melhor amigo, o cara que eu gostava, que ouvia new metal comigo nas aulas e que me ensinava tudo…

Agora o ano é 2011. E o facebook está aí não só para ser irritante, mas para trazer pessoas especiais de volta para a nossa vida.

Entre elas, você. O meu melhor amigo ruivo. Confessei que gostava de você e fui surpreendida com a notícia de que você também gostava de mim. Adultos que somos agora, marcamos de voltar ao passado e nos encontrar.

Eu tive a melhor madrugada em anos!

E tudo graças a você.

Eu sei, eu ainda te devo caipirinhas.

Mas é que assim eu sei que você volta.

Ruivo, você é nota L.

- God bless facebook!

- Amen!

quarta feira

são 10:47 da manhã e eu acordei de um sonho esquisito, como sempre. hoje é quarta feira, o segundo dia da minha vida nova.

é tão bom falar isso! tudo pra mim tem graça agora. até mesmo dar bom dia pro segurança do parque e receber um sorriso de volta.

porque essa sou eu agora. a que sorri pra estranhos.

minha fase de ter raiva de você passou. agora eu quero que você seja feliz. que descubra como é ser feliz sendo feliz. lembro que você vivia numa utopia, numa vida de novela. espero que isso mude.

porque agora eu esou sendo feliz. tenho os melhores amigos do mundo e as melhores coisas estão me acontecendo. estou, finalmente, vendo a beleza nos detalhes.

espero que você se encontre. assim como eu me encontrei.

não quero fazer parte desse mundo

este mundo em que eu vivo, preferia não fazer parte.

Amy Winehouse, que surgiu como a cantora do soul e era conhecida como aquela-que-dava-vexame. Tinha vídeos com ratinhos recém-nascidos e Pete Doherty, já sabíamos que ela não era um bom exemplo.

não era um exemplo porque se drogava, bebia e cantava por aí que não ia prarehab.

agora que ela morreu, uma multidão sai julgando as escolhas da cantora, criticando seu modo de vida e fazendo discursos enormes de moralidade. que moral eles têm pra isso?

nenhuma, né? são essas mesmas pessoas que estão criticando que tomam remédio para dormir só para fazer parte da onda hype. que tomam antidepressivos porque a vida fora da casa dos pais é dura demais. que vão para as baladas tomar todas as Absoluts que conseguirem colocar as mãos e que saem do banheiro cambaleando e limpando o nariz de cocaína.

essa moralidade é tão suja, é tão sem sentido e sem utilidade, que eu preferia não fazer parte dessa gente.

“My justification is that most people my age spend a lot of time thinking about what they’re going to do for the next five or ten years. The time they spend thinking about their life, I just spend drinking.”

Amy Winehouse (14 September 1983 – 23 July 2011)

crushcrushcrush

Eu tenho essa tendência a ter crush em todos os homens que eu conheço. Porque assim é mais fácil, sabe? O começo já está garantido. Se ele tiver crushde volta, é só partir pro abraço.

Então eu tenho vários antigos crushes. Quando um deles me fala que gostava de mim, meu coração já bate mais forte achando que dessa vez vai dar certo, e que nós vamos ficar juntos, escrever nossos nomes em árvores e comprar um cachorro juntos.

Descobri há pouco que o primeiro cara que eu gostei, lá em 2005, gostava de mim. Na mesma época. Ambos éramos muito crianças pra entender como funciona essa coisa de ficar com a pessoa que se gosta e deixamos pra lá. Ele, muito tímido para tomar a iniciativa e eu, a menina que acreditava que homens dão o primeiro passo.

Agora estou aqui, agindo como se tivesse quinze anos, ouvindo System of a Down – porque era o que ouvíamos na oitava série nas aulas de química -, rindo a toa e pensando que, deus! Life’s good! Life’s pretty damn good!